@svattha

 

 

 

@petece-te que volte 

ao...........................................................................

prec...............................................................................

i...........................................................

pício...............................................................................

 

Estás quase nu, lótus imperial.

Daqui a pouco, vais queimar as pétalas de água.

Porque és tu a árvore da revelação: 

 

ASVATTHA.............................................................

 

A noite prende-te os pulsos, grande rio. Gangética, a lua

escalda. Os teus botões de punho são de Deus,

esse Esquecido.

Gangética, a lua corre-te os dedos um a um.

Ó por excelência Iluminado, rio-ponte, lua verde,

manuelina espádua.

 

Não precisas de te banhar: água és, Senhor: 

eu, uma tua escrava. Lavo-me no que nem sequer pensaste,

e fico-te raiz pelas palavras,

Ficus

 

Buda arquictónico, na floresta meditas como no deserto Cristo -

em quê ? 

? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? 

Acaricio-te como a um pergaminho

que lê o seu próprio manuscrito.

Siddartha - pequeno e grande Buda sem chagas visíveis - volta

o rosto para aqui.

É de batráquio o teu olhar oblíquo - não desejas, não sofres.

Não falas, não sofres.

Um demónio em mini-saia acende fósforos para que o vejas..............................

Não vês, não sofres.

Não ouves - ou sentes o rumor das tuas próprias folhas em

sílabas de outono cadentes

e

s

t

r

elas............... elas....................... elas..........................................

 

Outro igual a ti é teu reverso:

Palavras, disse-as - sofrendo.

Ouviu apupos - sofreu-os.

Queria dizer: à flor eruptiva do pensamento, os opostos

trazem na língua o mesmo sabor

a salsa e a louro.

Esforço-me por falar no teu código, mas se não sofres é porque não

lembras..............................

Se não tens memória de ti

ainda menos dos outros.........................................

Não entendes-------------------------------------------

Mas acordas numa vagina de sal,

quando falo em labaredas.

Em manifesto de alegria, pede-se à vida uma orgia de silêncio.

Ficus religiosa...........................................

Mística árvore, na floresta és catedral. Um rostinho feminil

urge na ramada - é uma ave.

Leitosa, virado para baixo o bico,

asas desfraldadas,

assim um caça despenhado das alturas,

mergulha, a 

p

i

q...................................................................................................

u

e

ultrapassada a barreira da luz e o ponto de não-retorno.

Mas é isso a - uma cabeleira de esmeraldas arrastada num

trágico acidente sobre a relva encarnada.

Mexer na morte com a ponta dos dedos, treinando a mão toda

para quando vier. Mexer no sangue e sem repulsa o ver.

Não havendo catástrofe, não havendo uma flama que te devore

da raiz ao céu, que árvore serias - és?

Figueira-dos-pagodes, nada, nome de barbárie, profaníssima,

iletrada nas letras invisíveis, coisa ali posta para repasto

apenas

de primárias escolas..............................................................

 

Ardes, arbustiva, numa vertigem de porta que só abre com a ponta 

de uma adaga.

E não por ter a chave nela que qualquer um roda sem saber de

rodas nem de portas que não servem para abrir nem para

fechar

mas para passar por elas.

Sofrendo-as.

Atravessar a sua inexistência material.

Atravessar fisicamente

como quem se atravessa a si mesmo de lado a lado 

e rasgado o corpo

em seus órgãos à vista

desarmada

tudo vê o que tem dentro:

as veias, o tecido celular,

os fluidos, o rim, o fígado,

essa pungente matéria

de que também são feitos os astros.

Visto isso, já não há mais nada para ler.

Lido isso, já não há mais nada para ver.

Só o Impossível, Ficus.

A alma, esta, isso

São de inteligência os teus figos cerrados

numa gramática egípcia - Árvore Bô. Sobre eles na noite

lavram

cassiopeias e as pedras levantam voo

mesmo sendo ápteras

Só a fé permite estes prodígios em que a alma sedenta

mergulha e nada, nilótica e de curso temporário

Nos extremos, sobre arame farpado ou coroa de espinhos,

sobre isso langue ela respira e vem-se.

Seiva extasiada..............................................................

De precipício em precipício, chamem-lhe Allah, Buda ou Cristo,

realmente sois a Árvore.

Abrupta, vinda da bruma nervosa, vibra. Está de pé no meio

de um tornado, armada de folhas que pingam ácido.

Verga, o chão corrompe-se,

ela, 

não --------------------------------------------------------

 

Doem-me as palavras como se fossem dentes, Asvattha

Dói-me o coração como se fosse um 

 

 

E Deus chega aos olhos como se fosse lágrimas, Asvattha

Deixas um risco de luz atrás de ti quando te afastas - e é cada vez

maior o risco, Asvattha. Mas para quê entrar na floresta 

se não for para enfrentar o risco?

Asvattha..........................................................................................

Asvattha, onde vais?

Recolhes ao teu secretíssimo URL -----------------------------------

Digito, cega de desejo:

http://www.Deus.ceu.gov/

Não te vejo... Ofício das Trevas

????????????!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! -----------------------------------

Não desesperes, hei-de encontrar-te ----------------------  Experimentemos de

 outra maneira: 

hptt::/www.Theos.com/

Obra ao negro dos céus ------------------------------------

Nada ----------------------------------------------

Como é possível?! Então Deus não está aqui?!

Enganei-me de certeza, é tão sensível a linguagem digital -------------------

 Pela última vez te bato à porta ---------------------------

Mesmo que não estejas, juro que te encontrarei:

DOMINUS!!!

 

Em construção a página, que vergonha, meu Deus!

Então essa Obra, Criador?! Ainda mal a começaste?!

Vem cá, Asvattha ---------------------------------------------

Precisamos de conversar ---------------------------

Asvattha ....................................................................................

 

Dissolve-se a paisagem quando a abandonas, Asvattha

Vem-te deitar outra vez comigo, Asvattha

Amanhã

 

 

 

E Deus chega aos olhos como se fosse lágrimas, Asvattha...................

Às portas do abismo, 

pedimos socorro ao poema......................................................

Deixamos pistas para voltar,

fechadas as palavras como cofres. Concordamos em partir

mas só com bilhete de ida e volta

Ou ida para ti, Asvattha, volta para mim.....................................

Abro o livro na página que mostra o teu rosto,

o indispensável passaporte.

Não estou preparada para isto, Asvattha

Nem sei se apareça se desapareça do cenário

em que não ficarás só.

Indecis@

Entre princípio e fim, o demonico gosta de surpresas-------------------------

Não sei ainda de quem será a partida

Se de mim se minha,

teu furacão

Apetece a vida como figos, Asvattha

Suspenso da figueira num pensamento-liana

à semelhança daquele que nela se enforcou

estás  E no entanto

Comer os figos.......................................

Pusesse eu na tua face o sumo e beber-te-ias em mim

feito um sussurro

Invisível banquete de 

pir..... ....   piri...... ...... pirilam...... ..... pirilampos..............

isto aconteceu -------------------------------------------------

E agora me ocorre, meu Deus!

Não terás tu vindo à Terra?

Deixa ver se apareceste em

Continua...